por Alena Jambeiro

Desde pequena, sempre gostei de festas de aniversário. Não gostava de ter apenas uma festa, mas uma semana de festas!

Nas festas da família eu estava sempre presente, querendo ajudar, ou mesmo organizar tudo. Mas na adolescência, tudo mudou, e eu queria ser diplomata, pois achava que, desta forma, iria viajar e conhecer o mundo. Com isso, estudei francês e inglês simultaneamente, pois precisava saber três línguas. E, depois de alguns anos e mudança de planos, cursei espanhol. Acho que para finalizar um ciclo.

Tentei a faculdade de Comunicação, pois queria fazer Publicidade para a qual, até então, não havia um curso específico em Salvador. Não passei nesse vestibular, mas passei em Turismo, que era a minha terceira opção e, sem que eu soubesse, a mais promissora das minhas escolhas. Mas tinha uma certeza: trabalhar com eventos, perder noites, sábados, domingos e feriados... JAMAIS!

Também pensei que, sendo uma turismóloga, eu iria conhecer o mundo.
Após uma temporada de um ano em Londres, onde fiz o curso Advanced Diploma in Hospitality Management, retornei ao Brasil e comecei a trabalhar em uma empresa de: EVENTOS!

Nessa época, os congressos, seminários, workshops, cursos, me fascinavam.
Foi na virada do milênio que tomei a decisão de “voar sozinha, com minhas próprias asas”, com o apoio do meu marido, meus pais, minha “madrinhasta” e meus amigos. Mas o mercado ainda não era aberto para novas empresas com jovens dirigentes.

Resolvemos “abrir o leque” e fomos em busca de um nicho de mercado até então inexplorado por nós: as festas corporativas de final de ano. Neste primeiro momento, conseguimos bons clientes. Ainda me lembro das festas da TIM, Unibanco, Wal-Mart... Aprendi muito com eles.

E dezembro de 2001 foi o marco para a mudança de foco da empresa. A partir daquele momento, nos transformamos em produtores de eventos, e não mais organizadores de congressos.

Com o tempo, achei que precisava de conhecimentos mais técnicos do meu trabalho, e fiz o curso de Designer de Interiores.

Após o nascimento de minha “princesa”, passei a enxergar o universo infantil, até então totalmente inexplorado e ignorado por mim. Costumo dizer que passei a enxergar o mundo rosa. E então os eventos infantis começaram a ser criados e executados, tendo minha filha como fonte inspiradora. Hoje, o universo infantil tornou-se muito mais vasto, com uma diversidade de temas jamais imaginada.

Durante minhas reuniões e/ou entrevistas com clientes, trocamos muitas experiências, e conversamos sobre os mais diversos assuntos. O meu trabalho é extremamente “emocional”, eu realizo sonhos! E para isso, eu preciso sonhar com meu cliente; eu preciso sentir a emoção que ele está sentindo, preciso me colocar no lugar dele, para conseguir interpretar seus sonhos e, finalmente, torná-los realidade.

Ao longo da caminhada, consegui montar um grupo de fornecedores
supercompetentes, que estão sempre dispostos a ajudar, no menor espaço de tempo possível. Daí surgiram grandes amigos.

Também tenho a alegria de ter uma equipe que “veste a camisa da empresa”, e compartilha dos mesmos sentimentos que eu.

No dia do evento, eu me emociono com o olhar realizado da mãe da debutante, vibro com as batidas do coração da noiva, internalizo a fé da mamãe que está batizando seu filho e, principalmente, agradeço junto com meu cliente a dor e a delícia de ter um pai ou uma mãe comemorando 90 “primaveras”, ou ainda, os dois comemorando 60, 70 anos de casados! O meu trabalho é uma constante lição de vida!

São 12 anos, e muitos clientes: Maria, Kátia, Patrícia, João, Camila, Jane, Bete, Daiane, Ana, Cassandra, Déa, Verônica, Rosa, Fernanda, Mariana, Milena, Juliana, Karen, Rita, e tantos outros que passaram pela empresa e deixaram suas marquinhas de carinho. Muitos outros ainda virão, e deixarão suas marquinhas também. O nosso coração é grande...

Hoje sou completamente realizada com o meu trabalho. Continuo viajando sempre que posso, pois acredito que as viagens nos fazem conhecer novas culturas, ampliam nossa visão, e nos tornam mais capazes para exercer melhor nossas funções. Além de nos proporcionarem momentos de prazer, de descanso e, no meu caso, oportunidade de renovar os laços familiares. É um momento só meu, da minha filha e do meu marido! Neste momento, eu deixo de ser a Alena Jambeiro, para ser apenas Alena, a mamãe de Anika, e a esposa de Beto.

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